Neste período de crise em que a Escola Pública está a sofrer cortes financeiros, que vai implicar o fim de várias disciplinas e actividades, nomeadamente, Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Desporto Escolar,  e mais se verá, as movimentações que se estão assistir nos Colégios Privados, devido à diminuição das verbas para os Contratos  de Associação são no mínimo imorais

Ao ler este artigo de João Cotovio  Secretário Geral da APEC que em determinada altura escreve isto , (….)A pretexto da crise e da racionalização dos recursos, as Direcções Regionais de Educação vão procurar encher as escolas estatais e apenas as sobras irão para as escolas privadas, fazendo emergir novamente o estigma da supletividade. Pobre ensino privado que continua a aguentar esta injustiça e prepotência. Esquece-se o Estado que, contrariamente ao estipulado na Lei de Bases, em 1986, continuou a construir escolas em zonas abrangidas por escolas privadas, esbanjando dinheiros públicos. Esquece-se o Estado que subtilmente foi requalificando nos últimos 4 anos centenas de escolas, ampliando a sua lotação, sem necessidade. (…) fico perplexo e suscita-me algumas questões:

Quem concedeu Contratos de Associação a Colégios onde já existia oferta Pública, como por exemplo na cidade de Coimbra entre outras localidades como se pode ver aqui?

Quem consentiu que em vês de se construir Escolas Públicas previstas para várias zonas, fossem construídas Escolas privadas com contrato de Associação?

Quem são os proprietários das Escolas e que ligação tiveram ao Ministério da Educação quando lhes foram atribuídos contratos de Associação?

Dizem os proprietários dos Colégios que as Escolas correm o risco de fechar, e eu digo que muitas empresas têm fechado neste País nestes últimos anos porque dão prejuízo, aliás ainda hoje ouvi Pedro Passos Coelho pedir ao Governo que encerre empresas públicas que dão prejuízo, nomeadamente as Empresas de Transportes, que prestam um serviço social muito relevante à  comunidade, o que eu acho estranho é que se esse mesmo argumento  para redução de despesas do Estado, não sirva a Pedro Passos Coelhos para as múltiplas situações inconcebíveis de Contratos de Associação como por exemplo este