Enquanto Vice-Presidente da APIS- Associação  Plataforma Internet Seguro, parceiro da Google, informo sobre este  evento!

Por uma questão de honestidade  intelectual, coisa que há muito Paulo Guinote mostrou não ter, o mínimo que ele efetivamente devia fazer  era publicar estas declarações que abaixo se transcrevem, concedidas por  Albino Almeida  à Radio Hertz de Tomar relativamente ao caso das crianças que alegadamente foram impedidas de beneficiar de refeição escolar, devido uma dívida para com a Associação de Pais.

Bem sei que Paulo Guinote que se transformou em  figurinha pública graças aos ataques que foi fazendo a Albino Almeida , neste momento como voltou ao seu lugar natural de um triste com mania, está a ver se consegue voltar à ribalta, por isso sempre que tem oportunidade ataca gratuitamente  Albino Almeida e a Confap para ver se alguém volta a dar por ele …

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«TOMAR – Confederação de Associações de Pais arrasa autarquia, Agrupamento Santa Iria e Associação de Pais da EB Carvalhos de Figueiredo

 

A Confederação Nacional de Associações de Pais não poupa nas críticas à Câmara Municipal de Tomar, ao Agrupamento de Escolas Santa Iria e ainda à Associação de Pais da EB de Carvalhos de Figueiredo. A Hertz falou, nesta quinta-feira, com Albino Almeida, presidente daquele órgão, que não teve papas na língua na altura de se pronunciar sobre o polémico processo relacionado com as três meninas de 5, 7 e 8 anos, cujos pais alertaram para uma eventual proibição imposta às filhas em relação a beneficiarem da refeição escolar dentro do estabelecimento. Como é do domínio público, a Associação de Pais já negou essas acusações e sublinha que foi a mãe das meninas que tomou essa iniciativa. No entanto, algo ficou assente: o serviço de refeitório foi negado às crianças em virtude de uma dívida dos respectivos encarregados de educação.

E foi, precisamente, neste ponto que Albino Almeida sublinhou as críticas. O dirigente critica a Associação de Pais pela demora na clarificação do assunto e classifica como ilegal a proibição de utilizar as loiças e os talheres disponibilizados no refeitório: «Esta clarificação feita pela Associação de Pais, peço desculpa por dizê-lo, mas já não são razões. Já parecem desculpas! Isto é inaceitável porque estão crianças em risco. É bom que todos tenhamos consciência que as crianças têm direito à alimentação e também à higiene. Não se pode fazer aquilo que a Associação de Pais fez, estejam em causa cem, duzentos ou mil euros! Eles tiveram muito tempo para avisar as entidades competentes. É inaceitável e chocante que a Associação de Pais, para chamar a atenção dos encarregados de educação, penalize as crianças. Essa questão de não lavar a loiça e os talheres é inaceitável. Quem estiver as servir as refeições, ou está protocolado com a Câmara ou são serviços da própria escola. Em lado algum está previsto que as crianças deixem de ter o direito a ter a loiça lavada! Isto é ilegal! A Associação de Pais está a dar desculpas de mau pagador. A Associação de Pais pactuou com algo de escandaloso! Não há nenhum suporte, nem no regulamento interno da Escola, que preveja semelhante barbaridade em relação às crianças! Não podia fazê-lo! E ponto final! Esta história é inaceitável! Em que é que se basearam, qual foi a alínea do protocolo, que prevê semelhante coisa? Se os pais não pagam, a criança tem de levar a loiça de casa?! Só faltava esta!».

«A Escola lavou as mãos como Pilatos»

As críticas de Albino Almeida estenderam-se, assim, à autarquia e ao agrupamento Santa Iria. O presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais disse à Hertz que ambos «lavaram as mãos como Pilatos»: «Se, de facto, as dificuldades da família têm a ver com desemprego ou com qualquer outra situação, a notificação à Protecção de Menores acciona a notificação à rede local de apoio social, que inclui a Segurança Social, os Centros de Saúde, etc. Não é por acaso que as Câmaras têm um Conselho Municipal de Educação. Sei que algumas não querem que ele funcione e fazem tudo para que ele não funcione, mas a verdade é que a Lei o prevê. São todos estes mecanismos que uma Associação de Pais tem para evitar aquilo que está a acontecer e que me choca profundamente. A Escola lava as mãos como Pilatos e diz que os meninos que sujam a loiça comem no átrio e a Câmara faz de conta que não ouve. Estão três crianças em risco e a Câmara faz de conta de conta que não ouve. E a Escola trata isto com esta hipocrisia e cinismo. E a Escola não é só os professores. O direito da criança tem que prevalecer. O resto é tudo espuma dos dias».

«Associação de Pais não podia ter demorado tanto a desmentir as notícias»

Confrontado pela Hertz sobre se já tinha entrado em contacto com a Associação de Pais da EB de Carvalhos de Figueiredo, Albino Almeida admitiu que ainda não existiu qualquer troca de informação e, como tal, a CONFAP teve que reagir em defesa do bom nome das Associações espalhadas pelo país: «Não tive oportunidade de obter esclarecimentos junto da Associação de Pais mas aproveito para sublinhar um princípio: a Confederação está sempre disponível para qualquer Associação de Pais, mesmo que não seja afiliada, no sentido de colaborar a resolver qualquer tipo de problemas. Aquilo que a CONFAP teve que fazer foi reagir em defesa do bom nome de todas as Associações de Pais que estão filiadas, que são milhares, e que estavam a sentir-se incomodadas com as notícias que estavam a ser divulgadas. A Associação de Pais da Escola de Carvalhos de Figueiredo podia ter desmentido as notícias logo na primeira fase. Quando desmentimos as coisas numa primeira fase são razões, quando se demora muito tempo parecem desculpas. Esse desmentido tinha que ser feito na hora porque as notícias estavam a comprometer a imagem de solidariedade e de generosidade que todas as Associações de Pais têm pelo país. Perante esta situação, a Associação de Pais devia saber – e se não sabia devia ter contactado a Confederação – três coisas. Primeira: Uma Associação de Pais não tem como objectivo recolher verbas para as refeições. Não está em lado algum que as Associações têm essa competência. Trata-se de uma competência acessória, que pode ser assumida em protocolo com a Escola. E sendo uma escola de Primeiro Ciclo e do Pré-Escolar, então pergunto onde é que está a Câmara Municipal? A autarquia também está caladinha como se nada fosse com ela! A verdade é que as refeições são competência das Câmaras. É assim que a Lei determina, desde há muitos anos a esta parte. Por isso, a Associação de Pais deveria ter negado a gestão dos dinheiros. E se, por acaso, aceitou essa incumbência, por protocolo, então tem dois caminhos: perante o incumprimento da família deverá procurar saber que se é doloso. Se assim for, então a Escola, repito, a Escola deve notificar a Comissão de Menores, dizendo que estão crianças em perigo porque os pais não estão a pagar. Este era o primeiro passo».

O que se pode dizer quando o Ministro da Educação diz que vai  acabar com a disciplina de TIC porque a maioria dos alunos quando chega ao 9º ano já domina os computadores perfeitamente.

Não basta dominar os computadores é necessário ter-se a noção que o objectivo das TIC é promover o desenvolvimento da sociedade da informação  para que os alunos possam formar a sua visão estratégica.

As TIC não são só os computadores , é também a comunicação e a automação , que estão subdivididas em  Informática, Burótica, Telecomunicações, Telemática, Robótica e CAD, obviamente que ao dizer-se  que a disciplina não é necessária ao currículo porque os jovens  sabem de computadores revela uma perfeita ignorância da tutela,  sobre o que são as TIC!

Um dos objectivos das TIC na educação é criar novas concepções acerca da natureza  dos saberes valorizando o trabalho em cooperação através de novos interfaces  e isto não se reduz a um simples facto de se dominar os computadores ,

Será que o Ministro tem a noção de quantos jovens quando chegam ao 9º ano apesar de dominarem os computadores, não sabem trabalhar com o Excel ou até o Word , quando  o conhecimento destas duas ferramentas básicas começam a ser quase essenciais  a nossa vida individual e colectiva, para não falar de não saberem o que é, e como foi desenvolvido o LINUX ou outros programas de código aberto,  por exemplo?

Crato,  também ignora que os jovens dominam os computadores simplesmente naquilo que mais lhes interessa independentemente da sua utilidade , nomeadamente nas formas como ultrapassar limitações que lhe são impostas ao nível do bloqueio da pirataria e outras situações pouco recomendadas .

É preciso não esquecer que o conhecimento dos jovens nesta área é como se fosse o diamante em bruto que precisa de ser lapidado,  e essa é a função da disciplina de TIC

“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” (Jean Piaget)

Nestes últimos anos a escola evoluiu pela positiva em Portugal, como comprovam todos os dados internacionais, e para isso  contribuiu e muito, a Professora Maria de Lurdes Rodrigues,  pois até então a Escola mais não era que um conjunto de professores que  despejavam matéria  indiferentes a se os alunos entendiam ou não.

A escola pouco ou nada se preocupava com o sucesso dos alunos, mas quando alguém assumiu que era urgente uma mudança mental para se alterar a crise vigente na educação e as reformas foram a aplicadas, naturalmente a metodologia de envolvimento da comunidade educativa  com escola e a responsabilidade partilhada, fez com os professores deixassem de desistir dos alunos contribuindo para  mais equidade, eficiência e qualidade na Escola Pública.

Agora  que o  futuro na Educação passou a ser outra vez incerto, vale a pena “ouver “no próximo dia 18 de Junho a Professora Maria de Lurdes Rodrigues no Museu da Cerâmica em Sacavém sobre o tema “ A Educação do Futuro, o Futuro da Educação”

Eu vou lá estar!

Temos assistido ao “Movimento SOS Educação” a defender a liberdade de escolha dos Pais e Encarregados Educação mais carenciados de colocarem os seus educandos nas Escolas que acharem conveniente, sejam públicas ou privadas a um custo suportado a 100% pelo Estado.

Os rostos desta luta de liberdade de escolha educativa para os educandos dos mais carenciados, são Luís Marinho membro da Associação de Pais do Externato  Penafirme e simultaneamente membro da Direcção do Externado  e João Asseiro Presidente da Associação de Pais do Colégio Rainha Santa Isabel  vogal do Conselho de Administração da Agrogarante em representação da Caixa Geral de Depósitos.

António Guerreiro representante do “SOS educação” no “Prós e Contras” que fez o papel de defensor dos pobrezinhos no programa,  não sei quem é, mas certamente será outro “carenciado” que à conta do Estado quer ter o seu educando no  ensino privado… sem que  se alterem os valores dos contratos de associação para não interferir no projecto educativo dos meninos, porque o projecto educativo dos meninos do ensino Público que se dane…

Neste período de crise em que a Escola Pública está a sofrer cortes financeiros, que vai implicar o fim de várias disciplinas e actividades, nomeadamente, Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Desporto Escolar,  e mais se verá, as movimentações que se estão assistir nos Colégios Privados, devido à diminuição das verbas para os Contratos  de Associação são no mínimo imorais

Ao ler este artigo de João Cotovio  Secretário Geral da APEC que em determinada altura escreve isto , (….)A pretexto da crise e da racionalização dos recursos, as Direcções Regionais de Educação vão procurar encher as escolas estatais e apenas as sobras irão para as escolas privadas, fazendo emergir novamente o estigma da supletividade. Pobre ensino privado que continua a aguentar esta injustiça e prepotência. Esquece-se o Estado que, contrariamente ao estipulado na Lei de Bases, em 1986, continuou a construir escolas em zonas abrangidas por escolas privadas, esbanjando dinheiros públicos. Esquece-se o Estado que subtilmente foi requalificando nos últimos 4 anos centenas de escolas, ampliando a sua lotação, sem necessidade. (…) fico perplexo e suscita-me algumas questões:

Quem concedeu Contratos de Associação a Colégios onde já existia oferta Pública, como por exemplo na cidade de Coimbra entre outras localidades como se pode ver aqui?

Quem consentiu que em vês de se construir Escolas Públicas previstas para várias zonas, fossem construídas Escolas privadas com contrato de Associação?

Quem são os proprietários das Escolas e que ligação tiveram ao Ministério da Educação quando lhes foram atribuídos contratos de Associação?

Dizem os proprietários dos Colégios que as Escolas correm o risco de fechar, e eu digo que muitas empresas têm fechado neste País nestes últimos anos porque dão prejuízo, aliás ainda hoje ouvi Pedro Passos Coelho pedir ao Governo que encerre empresas públicas que dão prejuízo, nomeadamente as Empresas de Transportes, que prestam um serviço social muito relevante à  comunidade, o que eu acho estranho é que se esse mesmo argumento  para redução de despesas do Estado, não sirva a Pedro Passos Coelhos para as múltiplas situações inconcebíveis de Contratos de Associação como por exemplo este

O Candidato Cavaco Silva quer que o Estado duplique as despesas só para manter a existência de Escolas Privadas onde já existem Escolas Públicas.

Ao tomar conhecimento dos resultados PISA, resultados esses que sempre serviram para justificar os ataques às politicas educativas, estranho que os resultados do PISA 2009 não sejam aproveitados agora, por aqueles que os sempre utilizarem como argumento,  como o reconhecimento que afinal o caminho que foi seguido, foi o certo!

Pela primeira vez desde 1974 as políticas educativas foram executadas com vista à equidade no sucesso dos alunos e não nos interesses das corporações, Maria de Lurdes Rodrigues na Introdução no seu livro “A Escola Pública pode fazer a diferença “  faz seguinte  referência  (…)  De facto, a polémica dos rankings teve um enorme mérito: trouxe para agenda das escolas e dos professores a questão dos objectivos de melhoria dos resultados escolares dos alunos . Mas teve também efeitos perversos sobre o conjunto do sistema de ensino. Um dos mais negativos foi a sofisticação dos meios de escolha dos melhores alunos por parte das melhores escolas.  Diferentemente do que se tem argumentado, não foram as famílias que ficaram com  mais informação para a escolha da escola para os seus filhos. Foram as Escolas que passaram a poder escolher e reservar lugares para os melhores alunos e portanto para aqueles com os quais o trabalho é mais fácil. Os restantes alunos, com os quais o trabalho pedagógico é verdadeiramente mais difícil ficam nas escolas que não tem práticas de escolha dos alunos. Neste sentido, a competição introduzida é negativa, melhora não a qualidade do trabalho pedagógico mas o mecanismo de selecção e de recrutamento do alunos. As escolas “boas” ficarão facilmente melhores, porque recrutam melhores alunos , e as escolas  “ menos boas” enfrentarão tendencialmente mais dificuldades (…) (…) O PISA  corresponde ao esforço mais consistente através do qual a OCDE procura obter resposta para as dúvidas sobre se os alunos têm hoje menos competências em matemática língua materna e ciências, mas sobretudos sobre a adequação do nível das aprendizagens às necessidades da vida actual. A série de dados já obtida é insuficiente para estudos longitudinais, mas é muito mais rica nas comparações entre diferentes países; e, sobretudo, dá indicações precisas sobre as dimensões que devem ser objecto de intervenção nos diferentes sistemas educativos (…)

Foi com esta percepção de olhar para os problemas como problemas  e ter ideias para os resolver mesmo que para isso tivesse gerado conflitos, que Maria de Lurdes Rodrigues  quanto a mim  é a principal responsável pelos resultados do PISA 2009.

António  Avelãs publicou um Post sobre os Mega Agrupamentos no seu Blog. “ Circo Lusitano” em que em determinada altura diz o seguinte: (…) Em todo este absurdo processo, os mais prejudicados serão os alunos. O discurso” do M.E. é, no mínimo, enganador!”, subscrevo plenamente,  só lamento é o facto de nem o Bloco de Esquerda, PCP e  PSD, nada  terem  feito de relevante que possa impedir esse prejuízo para os alunos, por isso o “discurso” de António Avelãs  militante do BE é no mínimo enganador!

Os elementos das futuras  CAT’s – Comissões  Administrativas Transitórias continuam a dizer nas unidades gestão a agregar  o contrário  daquilo que tem sido acordado  em reuniões que a Confap tem estabelecido com a Ministra da Educação ,  Secretário de Estado Dr. Torcato da Mata  e Director Regional de Educação  Dr. José Leitão, entretanto foi hoje dia 19 aprovado na Assembleia da República um projecto de resolução do PCP que dá mais força à urgência de suspensão imediata da resolução de Conselho de Ministros 44/2010

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